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Famílias Cremon, Degliuomini e Bertassello

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Imigrantes Italianos

Famílias Cremon, Degliuomini e Bertassello

Os integrantes da família Cremon (ramo ao qual pertencemos) que eram todos irmãos e residiam na cidade de Villa Bartolomea, localizada na Província de Verona, Região do Veneto, imigraram para o Brasil no ano de 1911, partindo do porto de Genova por volta de 02/11/1911 no navio Cavour, desembarcando no porto de Santos/SP em 25/11/1911. Nesta ocasião imigraram para o Brasil nosso bisavô materno Ferdinando Cremon (33 anos - nascido em 1878 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Lavinia Degliuomini (nossa bisavó materna - 30 anos - nascida em 1880 na cidade de Villa Bartolomea) e os filhos Giuseppe (07 anos), Luigi (05 anos), Romeo (nosso avô materno - 03 meses) e Giulia (03 meses), estes últimos gêmeos. A pequena Giulia faleceu pouco tempo depois da chegada da família ao Brasil.


Ferdinando Cremon

Nossos bisavós Ferdinando e Lavinia casaram-se em 1903 na cidade de Villa Bartolomea, sendo que na ocasião do casamento, Ferdinando residia na cidade de Bergantino, localizada na Província de Rovigo, Região do Veneto e Lavínia residia na cidade de Villa Bartolomea. Conforme consta em livro de registro de entrada de imigrantes da antiga Hospedaria de Imigrantes, ao chegarem no Brasil, o destino de nossos bisavós foi uma fazenda de propriedade de Irmãos Garcia & Costa, localizada na cidade de Dois Córregos/SP, cidade esta que desenvolveu-se em torno de uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada em 1886, originalmente construída pela Cia. Rio-Clarense e posteriormente adquirida pela Rio Claro Railway (1888-1892), Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1892-1971) e FEPASA (1971-1998). Porém conforme informações obtidas junto a nossos familiares, nossos bisavós também residiram e trabalharam em fazendas nas regiões de Bocaina/SP (antiga São João da Bocaina/SP) e Trabijú/SP (uma delas com o nome de fazenda Bonfim) dedicadas ao cultivo de café, sendo que nestas regiões nasceram os filhos Maria, Ignez, Júlio e Antônio João. Segundo informações, posteriormente a família residiu em Catanduva/SP (Vila Motta) e em meados de 1930 a família transferiu residência para a fazenda São Pedro em Ibirá/SP, cidade na qual provavelmente nossa bisavó Lavinia faleceu. Por volta de 1940, alguns anos após o falecimento de nossa bisavó, nosso bisavô Ferdinando e alguns filhos transferiram residência para a fazenda Laranjal em Nhandeara/SP, cidade na qual o cultivo de algodão estava em franca expansão. Acreditamos que nesta ocasião, alguns filhos de nossos bisavós que já encontravam-se casados, decidiram seguir outros caminhos indo residir em outras regiões do Estado de São Paulo, como por exemplo Marília/SP, local este onde Giuseppe Cremon (filho mais velho de nossos bisavós) residiu por muitos anos. Em meados de 1948, nosso bisavô Ferdinando acompanhado de alguns de seus filhos transferiram residência para a cidade de Jales/SP, indo residir no Distrito de Vitória Brasil (povoado fundado em 1945, inicialmente com o nome de Alto Alegre, passando posteriormente para Vitória Brasil, em homenagem à vitória dos pracinhas brasileiros que lutaram na Itália durante a II Guerra Mundial, elevado a categoria de distrito em 1948 e elevado à categoria de município em 1996). Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes de nossos bisavós residindo nas cidades de São Paulo/SP, Santo André/SP, Itupeva/SP, Jundiaí/SP, Catanduva/SP, Jales/SP, Santa Fé do Sul/SP, Marília/SP, Pompéia/SP e Dracena/SP. Nossa bisavó Lavinia faleceu por volta de 1936, provavelmente na cidade de Ibirá/SP, onde estaria sepultada. Nosso bisavô Ferdinando faleceu em 1956 na cidade de Vitória Brasil/SP, onde está sepultado.

Nosso avô Romeo Cremon nasceu em 1911 na cidade de Villa Bartolomea e casou-se com Rozina Della Colletta (nossa avó materna) em 1937 na cidade de Ibirá/SP, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Benedito (faleceu recém-nascido), Lavínia Deonilde, Lineide (faleceu recém-nascida), Denir, Ireide, Diva Aparecida (faleceu um ano após seu nascimento) e Dálvio Luiz. Nossos avós residiram também nas cidades de Nhandeara/SP, Jales/SP, Estrela D'Oeste/SP e Santo André/SP, para onde a família se transferiu em meados de 1950, residindo por muitos anos na rua Erechim, Parque Erasmo Assunção. Nossa avó Rozina faleceu em 1973 na cidade de Santo André/SP e nosso avô Romeo faleceu em 1976 na cidade de São Caetano do Sul/SP, sendo que ambos estão sepultados na cidade de Santo André/SP.

Com relação a informações sobre os irmãos de nosso avô Romeo, relatamos abaixo o que obtivemos até o presente momento. Gostaríamos que as pessoas que souberem um pouco da história destas famílias e de seus descendentes, entrassem em contato conosco para fornecer-nos maiores detalhes, pois possuímos poucas informações a respeito destes nossos antepassados.

Giuseppe Cremon - Nascido em 1904 na cidade de Villa Bartolomea, casou-se com Adélia Zampieri (nascida em 1910 na cidade de XXXX, filha do casal XXXX e XXXX) em XXXX na cidade de XXXX, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos XXXX, XXXX e XXXX. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Marília/SP, Pompéia/SP e Dracena/SP. Entre seus sobrinhos, Giuseppe era chamado de "Tio Beppin". Adélia e Giuseppe faleceram em 1974 e 2001 respectivamente, ambos na cidade de Marília/SP, onde estão sepultados.

Luigi Cremon - Nascido em 1906 na cidade de Villa Bartolomea, casou-se com Lúcia Barazioli (filha do casal XXXX e XXXX - com relação ao seu sobrenome, constatamos que o sobrenome Barazioli não existe atualmente na Itália, onde encontramos a variante Baraziol) em XXXX na cidade de XXXX, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Adelina, Creusa, Derci, Eurides, Ivanda, Jaime, Leonildo, Pedro e Teseu. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo na cidade de Santo André/SP. Entre seus sobrinhos, Luigi era chamado de "Tio Gin". Luigi faleceu em 1987 na cidade de Santo André/SP, onde está sepultado e Lúcia faleceu em XXXX na cidade de XXXX, onde está sepultada.

Maria Cremon - Nascida em XXXX na cidade de XXXX, casou-se com Francisco (filho do casal XXXX e XXXX) em XXXX na cidade de XXXX, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve um filho que faleceu ainda recém-nascido. Após o falecimento de Francisco, Maria casou-se com João Forni e tiveram o filho Mauro. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo na cidade de Jales/SP. João e Maria faleceram em 1975 e 2001 respectivamente, ambos na cidade de Jales/SP, onde estão sepultados.

Ignez Cremon - Nascida em XXXX na cidade de XXXX, casou-se com Alberto Trevizoli (filho do casal Giovanni Trevisiol e Rosa Sacconato) em XXXX na cidade de XXXX, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Lavínia, Arnaldo, Dovanir, Duílio, Rosa e Isabel. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Jales/SP, Santa Fé do Sul/SP, São José do Rio Preto/SP, Sorocaba/SP e São Paulo/SP. Entre seus sobrinhos, Ignez era chamada de "Tia Nhêze" e Alberto de "Tio Berto". Alberto e Ignez faleceram em 1986 e 2008 respectivamente, ambos na cidade de Jales/SP, onde estão sepultados.

Em abril/2017 descobrimos novas informações referentes a família de Alberto, inclusive detalhes sobre a grafia correta de seu sobrenome. Os descendentes de Alberto adotam a grafia de seus sobrenomes como Trevizoli e Trivizoli, porém nos registros italianos que obtivemos (nascimentos, casamentos e óbitos) a grafia correta consta como Trevisiol. Com relação aos seus pais, descobrimos após pesquisa realizada no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes, que os mesmos residiam no Distrito (Frazione) de San Giorgio di Livenza, na cidade de Caorle, localizada na Província de Venezia, Região do Veneto, imigraram para o Brasil no ano de 1912, partindo do porto de Trieste em 14/11/1912 no navio Argentina e desembarcando no porto de Santos/SP em 08/12/1912 (livro 07A, fl 124, família 43120), sendo que na ocasião imigraram Giovanni Trevisiol (31 anos - nascido em 1881 na cidade de Grisolera (atual cidade de Eraclea), localizada na Província de Venezia), juntamente com sua esposa Rosa Sacconato (24 anos - nascida em 1888 no Distrito (Frazione) de Cà Cottoni, na cidade de Caorle), o filho Nicola (01 ano - nascido em 1911 na cidade de Portogruaro, localizada na Província de Venezia - a grafia de seu nome consta no livro de registro de entrada de imigrantes da antiga Hospedaria de Imigrantes erroneamente como Venanzio), sua madrasta Luigia Morato (54 anos - nascida em 1858 na cidade de San Donà di Piave, localizada na Província de Venezia) e seus irmãos (pela parte paterna) Luigi (14 anos - nascido em 1897 no Distrito (Frazione) de Cà Cottoni, na cidade de Caorle) e Attilio Angelo (11 anos - nascido em 1901 na cidade de San Donà di Piave, localizada na Província de Venezia).

Após a chegada ao Brasil, o destino de Giovanni e família foi a extinta fazenda Guatapará, localizada onde hoje situa-se a cidade de Guatapará/SP (naquela ocasião era apenas um povoado pertencente a Ribeirão Preto/SP), região na qual nasceram os filhos Luís, Alberto, Maria e Nena (desconhecemos seu nome). A fazenda foi fundada em 1865 pelos irmãos Martinho da Silva Prado Júnior e Antônio da Silva Prado em área antes petencente a fazenda Dumont, de propriedade da família do aviador Alberto Santos Dumont.
A fazenda de 6 mil alqueires foi planejada como uma cidade e possuía 2 milhões de pés de café, onde trabalhavam mais de duas mil pessoas, a grande maioria imigrantes italianos. Possuía até uma estação ferroviária nomeada Vila Albertina, pertencente a Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, utilizada em um ramal particular em função da grande produção de café, o qual funcionou até meados de 1960.

Giovanni Trevisiol era filho do casal Nicolò Trevisiol e Luigia Pasqual e casou-se com Rosa Sacconato em 1910 na cidade de Caorle. Rosa Sacconato era filha de Luigi Michele Sacconato e Caterina Anna Politto. Nicolò Trevisiol nasceu em 1854 na cidade de Cavazuccherina (atual cidade de Jesolo), localizada na Província de Venezia, era filho do casal Giovanni Battista Trevisiol e Regina Biasio e faleceu em 1906 na cidade de Caorle, onde está sepultado. Luigia Pasqual nasceu em 1857 na cidade de Grisolera (atual cidade de Eraclea), era filha do casal Giacomo Pasqual e Lucia Pascon e faleceu em 1882 na cidade de Grisolera (atual cidade de Eraclea), onde está sepultada. Após o falecimento de Luigia Pasqual, Nicolò casou-se pela 2º vez com Luigia Morato (filha do casal Domenico Morato e Maria Fossaluzza) em 1888 na cidade de Caorle e tiveram os filhos Luigi e Attilio Angelo.


Júlio Cremon - Nascido em 1919 na cidade de Bocaina/SP, foi batizado em 1920 na Paróquia São João Batista, localizada nesta mesma cidade (tendo como padrinhos Giulio Alessandrin e Maria Bertassello), casou-se com Rozina Grassato (nascida em 1926 na cidade de Cedral/SP, filha do casal Américo Grassato e Maria Rossetti) em 1945 na cidade de Nhandeara/SP, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Igracir Maria, Antonio Júlio e Wilson. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Santo André/SP, Praia Grande/SP, Salto de Pirapora/SP e Taubaté/SP. Entre seus sobrinhos, Júlio era chamado de "Tio Julieto". Júlio faleceu em 2011 na cidade de Taubaté/SP, onde está sepultado.

Antônio João Cremon - Nascido em 1926 na cidade de Dois Córregos/SP, casou-se com Maria Agostini (nascida em 1927 na cidade de XXXX, filha do casal XXXX e XXXX) em XXXX na cidade de Estrela D'Oeste/SP. O casal teve os filhos Suely Aparecida, Edney Antônio, Fânia, Edmilson, Neiva, Élvia e Edival. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Santo André/SP e Ribeirão Pires/SP. Entre seus sobrinhos, Antônio é chamado de "Tio Nico".


Acompanhando nosso bisavô Ferdinando Cremon, imigraram também nesta ocasião seus irmãos Tiziano Cremon, Attilio Cremon, Giulio Cremon e suas respectivas famílias. Todos residiam na cidade de Villa Bartolomea e imigraram para o Brasil no ano de 1911, partindo do porto de Genova por volta de 02/11/1911 no navio Cavour, desembarcando no porto de Santos/SP em 25/11/1911. Nesta ocasião imigraram para o Brasil:

.: Tiziano Cremon (35 anos - nascido em 1876 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Maria Bottoni (34 anos - nascida em 1877 na cidade de Bergantino, Província de Rovigo, Região do Veneto, filha do casal Giorgio Bottoni e Serafina Davi) e os filhos Giovanni (13 anos), Giuseppina (10 anos), Armelino (09 anos), Maria (07 anos), Ida (05 anos), Anna Maria (02 anos) e Aldo (01 ano). Com certeza o casal teve mais alguns filhos aqui no Brasil, porém ainda não possuímos estas informações. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo na cidade de Guarulhos/SP.

.: Attilio Cremon (38 anos - nascido em 1873 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Elvira Bellini (35 anos - nascida em 1876 na cidade de Villa Bartolomea, filha do casal Pietro Bellini e Luigia Faccio), os filhos Giacomo (13 anos), Elide (10 anos - a grafia de seu nome consta no livro de registro de entrada de imigrantes da antiga Hospedaria de Imigrantes erroneamente como Adele), Ludia (07 anos - a grafia de seu nome consta no livro de registro de entrada de imigrantes da antiga Hospedaria de Imigrantes erroneamente como Elodia), Guido (06 anos), Giovanni Arturo (02 anos) e a matriarca da família, nossa trisavó materna Anna Maria Bertassello (62 anos - viúva) que também estava sob sua responsabilidade. Com certeza o casal teve mais alguns filhos aqui no Brasil, porém ainda não possuímos estas informações. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Nova Europa/SP, São Paulo/SP, Sorocaba/SP, Santos/SP, Maringá/PR e Florianópolis/SC. Segundo informações o casal Attilio e Elvira faleceram na cidade de Nova Europa/SP, onde estão sepultados.

Em 17/08/2003 recebemos um e-mail
enviado por um integrante da família Crepaldi residente na cidade de Maringá/PR, neto de Elide Cremon (filha do casal Attilio Cremon e Elvira Bellini). Ele nos relatou que em 1921, Elide casou-se com Vicente Crepaldi e que o casal residiu nas cidades de Bocaina/SP, Assis/SP, Umuarama/PR e Jandaia do Sul/PR. Sua avó Elide faleceu em 1978 na cidade de Jandaia do Sul/PR, onde está sepultada.

Em 02/08/2004 recebemos um e-mail
enviado por um integrante da família Cremon residente na cidade de Sorocaba/SP, neto de Guido Cremon (filho do casal Attilio Cremon e Elvira Bellini). Ele nos relatou que Anna Maria Bertassello (matriarca da família Cremon) residiu, faleceu e está sepultada na cidade de Nova Europa/SP.

Em 12/10/2005
recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Cremon residente na cidade de São Paulo/SP, neto de Ludia Cremon (filha do casal Attilio Cremon e Elvira Bellini). Ele nos relatou que Ludia casou-se com Pedro Rossi e que o casal residiu nas cidades de Nova Europa/SP, Boa Esperança do Sul/SP, Votuporanga/SP e Araraquara/SP, cidade na qual residiram por mais tempo. Informou também que Attilio, Elvira, Giacomo (primogênito do casal Attilio Cremon e Elvira Bellini), Ludia e seu esposo Pedro Rossi, faleceram na cidade de Nova Europa/SP, onde estão sepultados.

.: Giulio Cremon (41 anos - nascido em 1870 na cidade de Villa Bartolomea), juntamente com sua esposa Silvia Alessandrin (37 anos - nascida em 1874 na cidade de Casale di Scodosia, Província de Padova, Região do Veneto, filha do casal Antonio Alessandrin e Teresa Rossi) e os filhos Marcellina (14 anos), Plinio (12 anos), Artiade (09 anos), Ferrucio (07 anos), Elio (06 anos), Silvio Filiberto (05 anos) e Aldina (01 ano). Temos informações de que o casal possuia mais um filho de nome Severino (nascido em 1910 na cidade de Legnago, Província de Verona, Região do Veneto), porém, acreditamos que o mesmo tenha falecido antes do embarque da família para o Brasil, pois seu nome não consta no livro de registro de entrada de imigrantes da antiga Hospedaria de Imigrantes. Segundo informações, o casal teve mais um filho aqui no Brasil chamado Otavino. O casal teria residido e trabalhado em fazendas de café nas regiões de Ribeirão Preto/SP, Ibirá/SP e Birigui/SP. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes deste casal residindo nas cidades de São Paulo/SP, Guarulhos/SP, Fernandópolis/SP, Birigui/SP e Araçatuba/SP.

Em 10/09/2000 recebemos um e-mail
enviado por um integrante da família Cremon residente na cidade de Fernandópolis/SP, neto de Umberto Cremon (possível filho do casal Giulio Cremon e Silvia Alessandrin). Ele nos relatou que seus bisavós Giulio e Silvia possuíam mais este filho de nome Umberto (04 anos) que imigrou com o casal em 1911 (na certidão de desembarque que possuímos não consta esta informação e nem nos documentos obtidos na cidade de Villa Bartolomea). Nos informou também que seu avô Umberto casou-se com Maria Tinarelli e tiveram os filhos Waldomiro, Odir, Odécio, Edes, Cleuza, Judite, Alice e Eunice. Seus avós residiram nas cidades de Ibirá/SP, Piacatu/SP, Lavínia/SP e Birigui/SP, sendo que seu avô Umberto faleceu em 1972. Não descartamos a possibilidade de que o referido Umberto seja na realidade Silvio Filiberto, que de alguma forma pode ter tido seu nome alterado aqui no Brasil para Umberto.

Em 03/02/2005 recebemos um e-mail
enviado por um integrante da família Cremon residente na cidade de Araçatuba/SP, bisneto de Otavino Cremon (filho do casal Giulio Cremon e Silvia Alessandrin). Ele nos relatou que seu bisavô Otavino casou-se com Elisa Torres e tiveram 3 filhos, todos residentes na cidade de Araçatuba/SP.

Nosso bisavô Ferdinando possuía outro irmão chamado Giuseppe Cremon (nascido em 1881 na cidade de Villa Bartolomea), que não imigrou para o Brasil, permanecendo na cidade de Villa Bartolomea. A pouco tempo atrás conseguimos localizar os descendentes de Giuseppe Cremon na Itália. Eles continuam residindo na cidade de Villa Bartolomea e nos informaram que Giuseppe foi casado com Angela Bellini (nascida em 1884 provavelmente na cidade de Villa Bartolomea), e que desta união nasceram as filhas Norma, Tosca e Rosina Anna. Rosina Anna nasceu 1919 na cidade de Villa Bartolomea e casou-se com Vincenzo Spinelli. Giuseppe faleceu em 1955 e Angela em 1961, ambos na cidade de Villa Bartolomea, onde estão sepultados. Vincenzo Spinelli faleceu em 1985 e Rosina Anna em 2013, ambos na cidade de Villa Bartolomea onde estão sepultados.

Os irmãos Ferdinando, Tiziano, Attilio, Giulio e Giuseppe (como citado, este último não imigrou para o Brasil) eram filhos do casal Giacomo Cremon e Anna Maria Bertassello. Giacomo Cremon nasceu em 1845 na cidade de Villa Bartolomea, casou-se com Anna Maria Bertassello em 1870 na cidade de Villa Bartolomea e faleceu em 1885 na cidade de Villa Bartolomea, onde está sepultado. Anna Maria nasceu em 1849 na cidade de Melara, Província de Rovigo, Região do Veneto e imigrou junto com seus filhos, vindo a falecer aqui no Brasil, provavelmente na cidade de Nova Europa/SP, onde estaria sepultada.

Giacomo Cremon era filho do casal Domenico Cremon e Rosa Prini e possuía mais 3 irmãos, Fortunato (nascido em 1851 na cidade de Villa Bartolomea), Giacinta (nascida em 1855 na cidade de Villa Bartolomea) e Giovanni Alessandro (nascido em 1871 na cidade de Villa Bartolomea e era filho do casal Domenico Cremon e Antonia Bonfante. Giovanni Alessandro seria irmão de Giacomo pela parte paterna, pois acreditamos que Domenico teria casado duas vezes). Domenico Cremon nasceu em 1816 no Distrito (Frazione) de Spnimbecco, na cidade de Villa Bartolomea e era filho do casal Giacomo Cremon e Teresa Porta. Anna Maria Bertassello era filha do casal Domenico Bertassello e Domenica Vignola. Existe na cidade de Villa Bartolomea uma rua chamada via Bertassello, uma homenagem aos antepassados da família de nossa trisavó Anna Maria.

Em 24/10/2002 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Bertassello residente na cidade de Latina, localizada na Província de Latina, Região do Lazio, bisneto de Bartolomeo Bertassello (primo de nossa trisavó Anna Maria Bertassello). Ele nos relatou que nossa trisavó Anna possuía 3 primos, Bartolomeo Bertassello (seu bisavô), Giovanni Bertassello e Vittorio Bertassello. Segundo seu relato, Bartolomeo e Vittorio não imigraram para o Brasil e permaneceram na cidade de Villa Bartolomea, porém Giovanni (37 anos) imigrou para o Brasil em 1911, também no navio Cavour (livro 01D, fl 165, família 44280), acompanhando nossos antepassados provenientes da cidade de Villa Bartolomea, juntamente com sua esposa Rosa (34 anos) e os filhos Italo (12 anos), Ugolino (10 anos) e Maria (07 anos). Ao chegar no Brasil, o destino de Giovanni e família foi o mesmo de nossos bisavós, ou seja, uma fazenda de propriedade de Irmãos Garcia & Costa, localizada na cidade de Dois Córregos/SP, sendo que posteriormente a família transferiu residência para o Estado do Paraná. Segundo informações deste integrante da família Bertassello, em 1953 seus tios Ludovico Bertassello (26 anos) e Arnaldo Bertassello (20 anos) imigraram para o Brasil na esperança de encontrarem Giovanni Bertassello e família, sendo que Ludovico imigrou acompanhado de sua esposa Elda Freguglia (26 anos), de suas filhas Gabriella (05 anos), Lorena (01 ano) e de sua cunhada Lina Freguglia (19 anos). Viajaram no navio Sises e desembarcaram no porto de Santos/SP em 24/01/1953 (livro 170, fl 069, família 36320). No referido registro há citação de que estes imigrantes são provenientes da cidade de Cisterna di Latina, localizada na Província de Latina, Região do Lazio. Em função de não encontrarem Giovanni e família, Ludovico Bertassello e família retornaram para a Itália.

Nossa bisavó Lavinia era filha do casal Giuseppe Degliuomini e Luigia Beozzo (que não imigraram para o Brasil). Giuseppe Degliuomini nasceu em 1846 na cidade de Bevilacqua, localizada na Província de Verona, Região do Veneto, casou-se com Luigia Beozzo em 1872 na cidade de Villa Bartolomea e faleceu em 1903 na cidade de Villa Bartolomea, onde está sepultado. Luigia nasceu em 1845 na cidade de Villa Bartolomea (não conseguimos descobrir a data e nem o lugar de seu falecimento). Descobrimos que no censo de 1911 seu nome não constava mais na relação dos residentes na cidade de Villa Bartolomea. Giuseppe Degliuomini era filho do casal Alessandro Degliuomini e Angela Zaccagnini e Luigia Beozzo era filha do casal Paolo Beozzo e Maria Oltramari. Existe na cidade de Villa Bartolomea uma rua chamada via Degliuomini, uma homenagem aos antepassados da família de nossa bisavó Lavinia.

Em 20/07/2002 nosso antigo livro de visitas foi assinado por uma descendente de italianos (pertencente a família Brunetti) residente na cidade de Curitiba/PR, informando-nos que sua bisavó materna chamava-se Lucia Luigia Beozzo e era casada com Agostino Sandrini. Segundo seu relato, seus bisavós maternos são provenientes da cidade de Villa Bartolomea e imigraram para o Estado do Paraná em 18/12/1888. Lucia nasceu em 1864 na cidade de Villa Bartolomea e era filha do casal Bernardo Beozzo e Giovanna Porta.





Villa Bartolomea: centro da cidade no ínicio do século XX (Guido Lucchi)



Notas:

A casa habitada pela família Cremon na cidade de Villa Bartolomea antes da partida para o Brasil em 1911, localiza-se na via Scaia e foi retratada no livro UN "SOGNO" E UN DRAMMA DI IERI E DI OGGI de autoria de Lauretta Passuello e Luciana Manfrin Sbardellini. Segundo informações, nosso bisavô Ferdinando era uma espécie de marceneiro e confeccionava cadeiras de "palhinhas", aquelas que o encosto e o assento são como uma tela vazada, sendo que a maior parte do ano ele ficava trabalhando na Alemanha. Estamos analisando a veracidade desta informação.

Gostaríamos de registrar um fato curioso que encontramos na documentação que obtivemos na cidade de Villa Bartolomea com relação aos integrantes da família Cremon. De acordo com a referida documentação, os primos Giuseppe Cremon (filho de nosso bisavô Ferdinando Cremon), Maria Cremon (filha de Tiziano Cremon), Ludia Cremon (filha de Attilio Cremon) e Ferrucio Cremon (filho de Giulio Cremon) nasceram em 1904 no Distrito (Frazione) de San Martino Spino, na cidade de Mirandola, Província de Módena, Região da Emilia-Romagna ao invés da cidade de Villa Bartolomea.

Alguns descendentes de nosso bisavô Ferdinando possuem a grafia de seu sobrenome distorcida, escrito como "Cremão". Alguns documentos brasileiros que possuímos, trazem a grafia do sobrenome de nossa bisavó Lavinia totalmente distorcida, escrito como "Delioni" e "Degliomine". Somente está registrado aqui a integrante da família Degliuomini que imigrou para o Brasil em 1911, no navio Cavour, sendo que os demais imigrantes (se houveram) serão acrescentados na medida em que conseguirmos maiores informações e detalhes.

Durante nossas pesquisas, descobrimos outros integrantes da família Cremon (não pertencentes ao nosso ramo) que imigraram para o Brasil. Estas informações foram obtidas durante pesquisa realizada no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes. Abaixo seguem as informações encontradas:

.: Maria Cremon (49 anos), juntamente com seu filho Antonio (15 anos). Viajaram no navio Frisia e desembarcaram no porto de Santos/SP em 11/12/1888 (livro 016, fl 094, família 00608).

.: Luigia Cremon (49 anos), juntamente com seus filhos Eugenio (17), Maria (16) e Silvio (10). Viajaram no navio Fortunata Raggio e desembarcaram no porto de Santos/SP em 23/12/1888 (livro 016, fl 193, família 01246).

.: Carlo Cremon (25 anos). Viajou no navio Colombo e desembarcou no porto de Santos/SP em 06/11/1890 (livro 022, fl 059, família 00953).

.:
Giovanni Cremon (48 anos), juntamente com sua mãe Maria (63 anos). Viajaram no navio Vincenzo Florio e desembarcaram no porto de Santos/SP em 18/12/1891 (livro 032, fl 038, família 00359). O destino desta família teria sido uma fazenda em uma localidade chamada Paraíso, naquela ocasião propriedade de Francisco José da Conceição (Barão de Serra Negra).

.:
Carlo Cremon (29 anos), juntamente com sua esposa Filomena (21 anos). Viajaram no navio Maranhão e desembarcaram no porto de Santos/SP em 28/01/1895 (livro 047, fl 052, família 34380).

.:
Giovanni Cremon (52 anos), juntamente com sua esposa Carolina (47 anos) e os filhos Angelo (20 anos), Luigi (12 anos) e Cesare (08 anos). Viajaram no navio Manilla e desembarcaram no porto de Santos/SP em 01/02/1897 (livro 057, fl 092, família 39650). O destino desta família teria sido uma fazenda na cidade de Analândia/SP (antiga Annapolis/SP), naquela ocasião propriedade de Estanislau José de Oliveira (Barão de Araraquara).

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