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Famílias Ravagnani e Bariani

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Imigrantes Italianos

Famílias Ravagnani e Bariani

Um dos integrantes da família Ravagnani que residia na cidade de Stienta, localizada na Província de Rovigo, Região do Veneto, imigrou para o Brasil no ano de 1888, partindo do porto de Genova por volta de 28/01/1888 no navio Poitou, desembarcando no porto de Santos/SP em 20/02/1888. Este imigrante era nosso trisavô paterno Luigi Ravagnani (55 anos), juntamente com sua esposa Filomena Bariani (nossa trisavó paterna - 45 anos) e os filhos Angela Ippolita (nossa bisavó paterna - 24 anos - nascida em 1863 na cidade de Stienta) e Felice Paolo (17 anos). O casal pode ter tido mais alguns filhos aqui no Brasil, porém, ainda não possuímos estas informações. Desconhecemos os locais de residência de alguns de seus descendentes, sobretudo os descendentes de Felice Paolo.


Angela Ippolita Ravagnani

Após chegar ao Brasil, nosso trisavô Luigi e família foram residir em uma fazenda na cidade de Jaú/SP (naquela época a grafia do nome da cidade era Jahu), cidade esta que desenvolveu-se em torno de uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada em 1887, originalmente construída pela Cia. Rio-Clarense e posteriormente adquirida pela Rio Claro Railway (1888-1892) e Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1892-1964), sendo que nesta região nossa bisavó Angela Ippolita conheceu nosso bisavô paterno pertencente a família Mendola.

Em 1891 na cidade de Jaú/SP, nossa bisavó Angela Ippolita Ravagnani casou-se com Alfonso Mendola (nosso bisavô paterno), cidade na qual nasceram os filhos Francisco, Ângelo, Luiz, Antônio, José (nosso avô paterno), Vergínia e Rosalia. Um dos primeiros lugares em que nossos bisavós residiram na cidade de Jaú/SP, foi uma fazenda de propriedade de Joaquim Ribeiro, local de nascimento de nosso avô José, conforme descrito em sua certidão de nascimento (não descartamos a hipótese desta fazenda localizar-se próxima da região do vilarejo Campos Salles, localizado no município de Barra Bonita/SP). Em meados de 1906 nossos bisavós residiram em uma localidade chamada Iguatemi (naquela época a grafia do nome da localidade era Iguatemy), que possuía um vilarejo e uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada em 1903, originalmente construída pela Cia. Rio-Clarense e posteriormente adquirida pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro. A família residiu posteriormente em um sítio de propriedade de nosso bisavô Alfonso, localizado próximo a fazenda Morungaba, em uma localidade chamada Capim Fino (atual Vila Ribeiro), no qual nosso bisavô Alfonso dedicou-se ao cultivo de café. Foi trabalhando neste sítio que nosso bisavô Alfonso perdeu a visão em um dos olhos, em função de um acidente ocorrido com um ramo de café. Descobrimos recentemente que a povoação da localidade Capim Fino teve início em 1892, quando a tradicional família Ribeiro de Barros (da qual pertencia o aviador João Ribeiro de Barros) doou uma área de aproximadamente 13 hectares que pertenciam as fazendas Capim Fino ou Monte Alegre de Baixo, para a formação do vilarejo. Cada comprador poderia fazer a aquisição de no máximo dois lotes e em seis meses, deveria cercar sua propriedade e construir uma casa, caso contrário, deveria pagar multa de 20$000 (vinte mil réis) por ano, sendo que a renda obtida com a arrecadação destas multas, seria investida na rede de esgoto, cadeia pública, hospital e escolas. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes de nossos bisavós residindo nas cidades de Santo André/SP, São Bernardo do Campo/SP, Itupeva/SP, Jundiaí/SP, Catanduva/SP, Campinas/SP, São Paulo/SP, Americana/SP, Limeira/SP, Artur Nogueira/SP, Brotas/SP, Jaú/SP, Itapuí/SP, Torrinha/SP, Londrina/PR, Floraí/PR, Maringá/PR, Cianorte/PR, Petrópolis/RJ e Cerejeiras/RO. Nossa bisavó Angela Ippolita faleceu em 1929 na cidade de Jaú/SP, onde está sepultada.





Jaú: vista do centro da cidade em 1888 ( Foto Clube de Jaú)



Notas:


Com relação a localização geográfica dos locais onde nossos bisavós residiram em Jaú/SP, tanto o vilarejo Iguatemi como a Vila Ribeiro, localizam-se nas redondezas da rodovia que liga os municípios de Jaú/SP e Barra Bonita/SP.

Alguns documentos brasileiros que possuímos, trazem a grafia do sobrenome de nossa bisavó Angela Ippolita Ravagnani totalmente distorcida, escrito como "Ravagna" e "Ravagnane".

Durante nossas pesquisas, descobrimos outros integrantes das famílias Ravagnani (não pertencentes ao nosso ramo), Ravagnan e Ragagnan que imigraram para o Brasil. Estas informações foram obtidas durante pesquisa realizada no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes. Abaixo seguem as informações encontradas:

.: Giovanni Ravagnan (38 anos), juntamente com sua esposa Maria (32 anos) e os filhos Luigi (10 anos), Elvira (07 anos), Pietro (04 anos) e Giuseppe (recém-nascido). Viajaram no navio Bourgogne e desembarcaram no porto de Santos/SP em 12/02/1888 (livro 008, fl 229, família 02744).

.: Giovanni Ravagnani (56 anos), juntamente com sua esposa Anna (45 anos) e as filhas Maria (15 anos) e Ida (13 anos). Viajaram no navio Fanfula e desembarcaram no porto de Santos/SP em 04/04/1888 (livro 010, fl 077, família 00490).

.: Celio Ravagnani (28 anos), juntamente com sua esposa Cecilia (31 anos) e sua mãe Giovanna (72 anos). Viajaram no navio San Martino e desembarcaram no porto de Santos/SP em 04/05/1888 (livro 010, fl 289, família 02269).

.: Francesco Ravagnani (31 anos), juntamente com sua esposa Fiorinda (30 anos), os filhos Stefano (11 anos), Maria (10 anos), Carolina (08 anos), Ugo (06 anos), Fiordalice (04 anos), Dillona (01 ano) e sua mãe Luigia (78 anos). Viajaram no navio San Martino e desembarcaram no porto de Santos/SP em 04/05/1888 (livro 011, fl 014, família 00079).

.: Modesto Ravagnani (29 anos), juntamente com sua esposa Luigia (22 anos), os filhos Augusto (03 anos), Umberto (02 anos) e seu irmão Germano Ravagnani (25 anos). Viajaram no navio Vincenzo Florio e desembarcaram no porto de Santos/SP em 02/07/1888 (livro 012, fl 132, família 01429).

.: Ippolito Ravagnani (56 anos), juntamente com sua esposa Agnese (44 anos), os filhos Argia (11 anos), Vincenzo (09 anos) e sua sogra Teresa (68 anos). Viajaram no navio Ila di Lozana e desembarcaram no porto de Santos/SP em 30/10/1888 (livro 014, fl 183, família 01346).

.: Aniceto Ravagnani (32 anos), juntamente com sua esposa Elisa (28 anos), a filha Barbara (08 anos) e sua mãe Maria (57 anos). Viajaram no navio Ila di Lozana e desembarcaram no porto de Santos/SP em 30/10/1888 (livro 014, fl 183, família 01347).

.: Olivo Ragagnan (52 anos), juntamente com sua esposa Vincenza (49 anos) e os filhos Francesco (22 anos), Amadeo (21 anos), Vittorio (13 anos) e Lorenza (10 anos). Viajaram no navio Ila di Lozana e desembarcaram no porto de Santos/SP em 30/10/1888 (livro 014, fl 183, família 01348).

.: Abramo Ravagnani (37 anos), juntamente com sua esposa Regina (35 anos), o filho Giuseppe (recém-nascido), sua mãe Apollonia (74 anos), seu irmão Gio Batta (42 anos), juntamente com sua esposa Diletta (39 anos) e os filhos Ippolito (19 anos), Stella (08 anos), Tranquillo (06 anos) e Gaetano (02 anos). Viajaram no navio Regina e desembarcaram no porto de Santos/SP em 22/11/1888 (livro 015, fl 192, família 01234).

.: Francesco Ragagnan (41 anos), juntamente com sua esposa Teresa (42 anos) e os filhos Elisa (20 anos), Giovanni (17 anos), Domenico (14 anos), Modesta (12 anos), Antonietta (09 anos) e Annetta (06 anos). Viajaram no navio San Gottardo e desembarcaram no porto de Santos/SP em 05/12/1888 (livro 016, fl 016, família 00128).

.: Modesto Ravagnani (39 anos), juntamente com sua esposa Maria (28 anos), o filho Antonio (01 ano) e sua sogra Antonia (63 anos). Viajaram no navio Manilla e desembarcaram no porto de Santos/SP em 27/05/1891 (livro 026, fl 024, família 00334).

.: Antonio Ravagnan (34 anos), juntamente com sua esposa Claudina (28 anos) e os filhos Florinda (09 anos), Coliavo (04 anos) e Americo (02 anos). Viajaram no navio Duca di Galliera proveniente da cidade do Rio de Janeiro/RJ e desembarcaram no porto de Santos/SP em 29/05/1891 (livro 026, fl 042, família 00726).

.: Luigi Ravagnani (43 anos), juntamente com sua esposa Luigia (39 anos) e os filhos Antonio (17 anos), Giuseppe (10 anos) e Giustina (07 anos). Viajaram no navio Matteo Bruzzo e desembarcaram no porto de Santos/SP em 21/08/1891 (livro 028, fl 113, família 02104).

.: Luigi Ravagnani (38 anos), juntamente com sua esposa Teresina (36 anos), os filhos Angelo (08 anos), Federico (03 anos), Giovanni (01 ano) e seu pai Felice Ravagnani (76 anos). Viajaram no navio Rosario e desembarcaram no porto de Santos/SP em 01/12/1891 (livro 031, fl 133, família 01750).

.: Ferdinando Ravagnani (25 anos), juntamente com sua esposa Angela (22 anos). Viajaram no navio Maranhão e desembarcaram no porto de Santos/SP em 20/11/1894 (livro 045, fl 033, família 32410).

.: Luciano Ragagnan (29 anos), juntamente com sua esposa Romana (26 anos), os filhos Ferdinando (03 anos), Ginevra (01 ano), sua irmã Amalia Ragagnan (25 anos) e sua mãe Antonia (57 anos). Viajaram no navio Attività e desembarcaram no porto de Santos/SP em 27/10/1895 (livro 051, fl 294, família 66510).

.: Giovanni Ravagnani (42 anos), juntamente com sua esposa Santa (45 anos) e os filhos Luigi (19 anos), Agostino (18 anos), Vincenzo (17 anos), Alba (15 anos), Aristide (12 anos), Cesare (11 anos) e Ugo (03 anos). Viajaram no navio San Gottardo e desembarcaram no porto de Santos/SP em 08/10/1897 (livro 060, fl 079, família 39600).

.: Dante Ravagnani (23 anos), juntamente com sua esposa Filomena (21 anos) e os filhos Aldo (02 anos) e Danilo (09 meses). Viajaram no navio Minas e desembarcaram no porto de Santos/SP em 05/10/1899 (livro 064, fl 178, família 21780). O destino desta família teria sido a fazenda Santa Gertrudes na cidade de Santa Gertrudes/SP, naquela ocasião propriedade de Eduardo Prates (Conde Prates).

.: Sante Ravagnani (72 anos), juntamente com seu filho Giacomo (32 anos). Viajaram no navio Città di Genova e desembarcaram no porto de Santos/SP em 13/11/1899 (livro 064, fl 204, família 27000). O destino desta família teria sido uma fazenda na cidade de Santa Rita do Passa Quatro/SP, naquela ocasião propriedade de Henrique Mora.

.: Rizieri Ravagnani (36 anos), juntamente com sua esposa Rachele (35 anos) e os filhos Felisberto (14 anos), Samuele (07 anos), Chiara (04 anos), Florenzo (02 anos) e Antonio (05 meses). Viajaram no navio Duchessa di Genova e desembarcaram no porto de Santos/SP em 05/06/1905 (livro 074, fl 144, família 28970). O destino desta família teria sido uma fazenda na cidade de Franca/SP, naquela ocasião propriedade de João Faria.

.: Antonio Ravagnani (49 anos). Viajou no navio Siena proveniente da cidade de Buenos Aires (Argentina) e desembarcou no porto de Santos/SP em 17/06/1907 (livro 078, fl 253, família 29560). O destino deste imigrante teria sido uma fazenda no vilarejo Campos Salles na cidade de Barra Bonita/SP, naquela ocasião propriedade de Joaquim Ribeiro. No referido registro há citação de que este imigrante já havia residido 16 anos na cidade de Jaú/SP.

.: Luigi Frigerio (38 anos), juntamente com sua esposa Fiordalisa Ravagnani (27 anos), os filhos Maria (09 anos), Ettore (05 anos), Amato (01 ano) e seu sobrinho Carlo (28 anos). Viajaram no navio Italia e desembarcaram no porto de Santos/SP em 29/12/1912 (livro 086, fl 201, família 71480). O destino desta família teria sido uma fazenda na cidade de Franca/SP e no registro há citação de que Luigi Frigerio veio ao Brasil para reunir-se ao sogro.

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