Famílias Fernandez e Gordillo - Família Mendola - Da Sicília para o Brasil! Embarque conosco nesta viagem...

Ir para o conteúdo

Menu principal

Famílias Fernandez e Gordillo

Nossos Antepassados Imigrantes > Famílias Espanholas

Imigrantes Espanhóis

Famílias Fernandez e Gordillo

Um dos integrantes da família Fernandez que residia na cidade de Valle de Abdalajís, localizada na Província de Málaga, Região de Andalucía, imigrou para o Brasil no ano de 1896, partindo do porto de Málaga por volta de 13/11/1896 no navio Notre Dame de Salut (N. D. Salut), desembarcando no porto de Santos/SP em 04/12/1896. Este imigrante era nosso bisavô paterno Juan Fernandez Romero (41 anos - nascido provavelmente em 1855 na cidade de Valle de Abdalajís), juntamente com sua esposa María Gordillo Palomo (nossa bisavó paterna - 36 anos - nascida provavelmente em 1860 na cidade de Valle de Abdalajís - na ocasião grávida em seu 9º mês de gestação) e os filhos Jacinto (12 anos), Josefa (08 anos) e Ana (04 anos).


Juan Fernandez Romero

Após a chegada ao Brasil, nossos bisavós foram residir e trabalhar em uma fazenda localizada na região das cidades de Analândia/SP (antiga Annapolis/SP), Corumbataí/SP ou Rio Claro/SP (antiga São João do Rio Claro/SP), região na qual nasceram as filhas Ignez (nossa avó paterna) e Araceli. A maior probabilidade sobre o destino de nossos bisavós, indica que foi uma das várias fazendas cafeeiras localizadas na cidade de Corumbataí/SP, probabilidade esta definida após conclusão baseada em informações obtidas junto a familiares, que nos relataram que nossa avó Ignez nasceu na cidade de Corumbataí/SP (18 dias após a chegada da família ao Brasil). O povoado de Corumbataí (naquela época a grafia do nome do povoado era Corumbatahy) desenvolveu-se em torno de uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada em 1884, originalmente construída pela Cia. Rio-Clarense nas proximidades da sede da fazenda São José e posteriormente adquirida pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Naquela época, as atuais cidades de Analândia/SP e Corumbataí/SP eram respectivamente distrito e povoado, pertencentes a cidade de Rio Claro/SP. Após alguns anos de residência nesta região, nossos bisavós transferiram residência para a cidade de Jaú/SP, provavelmente em meados de 1903.

Na cidade de Jaú/SP, um dos primeiros primeiros locais em que nossos bisavós residiram, foi provavelmente a fazenda Ortigal, em uma localidade chamada Capim Fino (atual Vila Ribeiro). Conforme relatos, a família residiu posteriormente em um sítio de propriedade de nosso bisavô Juan, localizado próximo a fazenda Morungaba (segundo informações, este sítio também localizava-se na localidade de Capim Fino e era vizinho ao sítio de nosso bisavô paterno Alfonso Mendola). Descobrimos recentemente que a povoação da localidade Capim Fino teve início em 1892, quando a tradicional família Ribeiro de Barros (da qual pertencia o aviador João Ribeiro de Barros) doou uma área de aproximadamente 13 hectares que pertenciam as fazendas Capim Fino ou Monte Alegre de Baixo, para a formação do vilarejo. Cada comprador poderia fazer a aquisição de no máximo dois lotes e em seis meses, deveria cercar sua propriedade e construir uma casa, caso contrário, deveria pagar multa de 20$000 (vinte mil réis) por ano, sendo que a renda obtida com a arrecadação destas multas, seria investida na rede de esgoto, cadeia pública, hospital e escolas. Segundo informações, após o falecimento de nosso bisavô Juan (provavelmente ocorrido na década de 1920) a família vendeu seu sítio e transferiu residência para uma casa na rua Marechal Bitencourt, localizada no centro da cidade de Jaú/SP. Até o presente momento temos conhecimento de que existem descendentes de nossos bisavós residindo nas cidades de Santo André/SP, São Bernardo do Campo/SP, São Caetano do Sul/SP, Itupeva/SP, Jundiaí/SP, Catanduva/SP, Campinas/SP, Dracena/SP e Londrina/PR. Segundo informações, nosso bisavô Juan teria falecido na cidade de Jaú/SP, onde estaria sepultado e nossa bisavó María teria falecido na cidade de Itapuí/SP (antigo povoado Bica de Pedra), onde estaria sepultada.

Nossa avó Ignez Fernandez Gordillo (entre seus netos, Ignez era chamada de "Vó Baixinha") nasceu em 1896 na cidade de Corumbataí/SP, foi batizada em 1897 na Paróquia São João Batista, localizada na cidade de Rio Claro/SP (tendo como padrinhos seus irmãos Jacinto e Josefa) e casou-se com José Mendola (nosso avô paterno) em 1921 na cidade de Jaú/SP, cidade na qual residiram por vários anos. O casal teve os filhos Emílio, José (faleceu recém-nascido em 1927 na cidade de Jaú/SP, onde está sepultado), João, Arcílio, Maria Aparecida, Laurindo e Geraldo. Temos informações que um dos lugares em que nossos avós residiram na cidade de Jaú/SP foi uma casa na rua Marechal Bitencourt, localizada no centro da cidade. Nosso avô José era conhecido pelo apelido de "Beppin" e "Beppe" e foi taxista na cidade de Jaú/SP em meados dos anos 30, onde trabalhou com um automóvel Ford e posteriormente com um Chevrolet. Segundo informações nosso avô José foi um dos primeiros sócios do E.C. XV de Jaú (sócio n° 8). Em meados de 1933, nosso avô José deixou de trabalhar como taxista e transferiu residência para a fazenda Morungaba, local onde passou a cuidar de um arrendamento de terra, cultivando verduras e cereais, trabalhando inclusive com carroça para fretamento. Nossos avós residiram também nas cidades de Itapuí/SP, Barra Bonita/SP, Marília/SP e Santo André/SP. Na cidade de Barra Bonita/SP nossos avós residiram primeiramente na fazenda Riachuelo em meados de 1938, local onde nosso avô José cuidou de um arrendamento de terra, cultivando verduras e cereais, trabalhando também com carroça para fretamento (da mesma forma como já havia trabalhado em Jaú/SP). Posteriormente residiram em uma localidade chamada Campos Salles, que possuía um vilarejo e uma estação ferroviária de mesmo nome inaugurada em 1899, construída pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Na cidade de Marília/SP, em meados de 1945, residiram na fazenda Monte Alegre de propriedade de Rodolpho da Silva Costa (cunhado de nossa avó Ignez), localizada na região do Distrito de Lácio, onde trabalharam na lavoura de café. A família transferiu-se para a cidade de Santo André/SP em meados de 1950, onde residiram por muitos anos na rua Arujá, Vila Curuçá. Nossos avós José e Ignez faleceram em 1967 e 1974 respectivamente, ambos na cidade de Santo André/SP, onde estão sepultados.

Com relação a informações sobre os irmãos de nossa avó Ignez, relatamos abaixo o que obtivemos até o presente momento. Gostaríamos que as pessoas que souberem um pouco da história destas famílias e de seus descendentes, entrassem em contato conosco para fornecer-nos maiores detalhes, pois possuímos poucas informações a respeito destes nossos antepassados.


Jacinto Fernandez Gordillo - Primogênito da família, nascido em 1884 na cidade de Valle de Abdalajís, permaneceu solteiro e faleceu em 1975 na cidade de Santo André/SP, onde está sepultado. Segundo informações, Jacinto residiu em meados de 1942 na cidade de Londrina/PR junto com sua irmã Araceli e seu cunhado Ramón.

María Fernandez Gordillo - Nascida em 1886 na cidade de Valle de Abdalajís, provavelmente faleceu ainda criança na mesma cidade, onde deve estar sepultada, pois não imigrou com a família para o Brasil em 1896.

Josefa Fernandez Gordillo - Nascida em 1888 na cidade de Valle de Abdalajís, casou-se com Francisco Celiberto (filho do casal Giuseppe Ciriberto e Catarina Scuglia) em 1911 na cidade de Jaú/SP, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Maria, Francisco, José, João, Antonio, Salvador, Gumercindo, Ismael e Dirce. Em meados de 1937 o casal residiu na cidade de Itapuí/SP (antigo povoado Bica de Pedra). Recentemente descobrimos que em meados de 1942 a família residiu também em um vilarejo chamado Anhumas (acreditamos que tratava-se do Bairro Anhumas, localizado nas redondezas da cidade de Pederneiras/SP). Josefa e Francisco eram comadre e compadre de nossos avós paternos pelo fato de terem sido padrinhos de batismo do primogênito de nossos avós. Francisco e família transferiram-se para a cidade de São Caetano do Sul/SP em meados de 1943, sendo que nesta ocasião sua esposa Josefa já era falecida. Vários descendentes deste casal residiram e podem ainda estar residindo na região do ABC, provavelmente nas cidades de Santo André/SP e São Caetano do Sul/SP e também nas cidades de Rio Claro/SP, Curitiba/PR e Fortaleza/CE. Segundo informações, Josefa pode ter falecido na década de 1930 em Itapuí/SP, onde estaria sepultada e Francisco faleceu em 1948 na cidade de São Caetano do Sul/SP, onde está sepultado.

Com relação aos filhos do casal Josefa e Francisco, possuímos informações que Maria Celiberto casou-se com Antônio Parisotto provavelmente na cidade de Jaú/SP (desconhecemos os locais de residência do casal). José Celiberto casou-se com Francisca (desconhecemos seu sobrenome) e residiram na cidade de São Caetano do Sul/SP. Francisco Celiberto
Filho casou-se com Maria Madalena Galhardo provavelmente na cidade de Jaú/SP e residiram por muitos anos na rua Araguaia, Vila Curuçá, na cidade de Santo André/SP, cidade na qual faleceram em 1972 e 1970 respectivamente, onde estão sepultados. Salvador Celiberto exerceu a função de gesseiro por vários anos na cidade de Santo André/SP e faleceu em 2010 na cidade de São Caetano do Sul/SP, onde está sepultado. Com relação a João Celiberto, Antônio Celiberto, Gumercindo Celiberto, Ismael Celiberto e Dirce Celiberto, não possuímos nenhuma informação até o presente momento.

Em maio/2017 descobrimos novas informações referentes a família de Francisco, inclusive detalhes sobre a grafia correta de seu nome. Os descendentes de Francisco adotam a grafia de seu nome como Francisco Celiberto, porém em seu registro italiano de nascimento, a grafia correta consta como Francesco Ciriberto. Com relação aos seus pais, descobrimos após pesquisa realizada no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes, que os mesmos residiam na cidade de San Floro, localizada na Província de Catanzaro, Região da Calabria, mas somente Giuseppe Ciriberto (36 anos - nascido em 1856 na cidade de San Floro) imigrou para o Brasil provavelmente no ano de 1893, partindo do porto de Napoli em 07/06/1893 no navio Remo e desembarcando no porto de Santos/SP em 28/06/1893 (livro 041, fl 190, família 51050), sendo que sua esposa Catarina Scuglia (na ocasião com 35 anos - nascida em 1858 na cidade de San Floro (nome grafado nos registros italianos como Catarina)) permaneceu na Itália com os filhos Floro Salvatore (na ocasião com 07 anos - nascido em 1886 na cidade de San Floro), Francesco (na ocasião com 03 anos - nascido em 1890 na cidade de San Floro) e Maria Rosa (na ocasião com 01 ano - nascida em 1892 na cidade de San Floro). Catarina teve mais uma filha, Rosa Scuglia (concebida fora de seu casamento, pai desconhecido) que faleceu recém-nascida em 1898 na cidade de San Floro, onde está sepultada. Não encontramos no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante) o registro de entrada de Francesco Ciriberto através do porto de Santos/SP (sua entrada pode ter ocorrido no porto de Santos/SP como acompanhante de outra família ou mesmo através do porto do Rio de Janeiro/RJ), porém acreditamos que o mesmo tenha imigrado para o Brasil em meados de 1906.

Após chegarem ao Brasil, tanto Giuseppe como Francesco tiveram como destino uma fazenda localizada na cidade de Jaú/SP. Giuseppe Ciriberto era filho do casal
Salvatore Ciriberto e Maria Squillace e casou-se com Catarina Scuglia em 1885 na cidade de San Floro (na ocasião Catarina era viúva de Domenico Scamardì, falecido em 1883, filho do casal Salvatore Scamardì e Maria Ciriberto). Catarina Scuglia era filha do casal Salvatore Scuglia e Rosa Petruzza. Giuseppe faleceu em 1935 na cidade de Jaú/SP, onde está sepultado.

O casal Salvatore Ciriberto e Maria Squillace possuía mais uma filha, Elisabetta Ciriberto, nascida em 1865 na cidade de San Floro, casou-se na mesma cidade em 1887 com Giuseppe Megna e faleceu em 1898 também na cidade de San Floro, onde está sepultada.


Em 06/07/2008 recebemos um e-mail enviado por uma integrante da família Celiberto, residente
na cidade de Fortaleza/CE, neta de Josefa Fernandez Gordillo. Ela nos relatou informações sobre os descendentes de Francisco Celiberto Filho.

Em 26/04/2010 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Celiberto, residente
na cidade de Curitiba/SP, neto de Josefa Fernandez Gordillo. Ele nos relatou informações sobre sua avó Josefa.

Em 17/03/2011 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Celiberto, residente
na cidade de São Caetano do Sul/SP, neto de Josefa Fernandez Gordillo. Ele nos relatou informações sobre os descendentes de Gumercindo Celiberto.

Ana Fernandez Gordillo - Nascida em 1892 na cidade de Valle de Abdalajís (entre seus sobrinhos, Ana era chamada de "tia Nica"), casou-se com Rodolpho da Silva Costa (filho do casal XXXX e XXXX) em XXXX na cidade de Jaú/SP, cidade na qual residiram por alguns anos. O casal teve os filhos Adayr, Aparecida, Antônio, João, Maria, Laudemiro, Ana, Jacyra, Jacyr e Milton. Rodolpho nasceu em 1882 na cidade de Brumado/BA e segundo informações, veio com os pais e irmãos a pé do Estado da Bahia para o Estado de São Paulo. Posteriormente o casal residiu na cidade de Ibirá/SP, cidade na qual Rodolpho foi proprietário de uma máquina de beneficiamento de arroz. Ana faleceu em 1934 na cidade de Ibirá/SP, onde está sepultada juntamente com 4 de seus filhos (Adayr, Aparecida, Antônio e João). Após o falecimento de Ana, Rodolpho casou-se com Anelina Silveira, transferindo residência para a cidade de Marília/SP, onde tornou-se proprietário da fazenda Monte Alegre dedicada ao cultivo de café (esta fazenda localizava-se nas redondezas da rodovia que liga os municípios de Marília/SP e Bauru/SP, próximo ao Distrito de Lácio). Rodolpho também teria sido proprietário de fazendas na região de Tupi Paulista/SP e Dracena/SP. Segundo informações, existem descendentes deste casal residindo nas cidades de Marília/SP, Dracena/SP e Campinas/SP. Rodolpho faleceu em 1969 e Anelina em 1983, ambos na cidade de Marília/SP, onde estão sepultados.

Com relação aos filhos do casal Ana e Rodolpho, possuímos informações que Maria da Silva Costa casou-se com José Manoel Machado. Laudemiro da Silva Costa casou-se com Julieta Araújo. Ana da Silva Costa casou-se com Edgar de Freitas Seixas Ferreira. Jacyra da Silva Costa casou-se com Dagmar de Freitas Seixas Ferreira. Jacyr da Silva Costa casou-se com Luzia Pagliusi
e exerceu o cargo de vereador na cidade de Dracena/SP (2ª legislatura no período de 02/04/1953 à 02/04/1957). Milton da Silva Costa casou-se com Vilma Pranuvi e exerceu o cargo de vereador na cidade de Dracena/SP (4ª legislatura no período de 02/04/1961 à 02/04/1965). Com relação a Adayr da Silva Costa, Aparecida da Silva Costa, Antônio da Silva Costa e João da Silva Costa, os mesmos faleceram muito jovens com 02 meses, 09 meses, 21 anos e 28 anos respectivamente na cidade de Ibirá/SP, onde estão sepultados. Antônio da Silva Costa, primogênito da família, nasceu em 1913 na cidade de Jaú/SP, foi batizado no mesmo ano na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, localizada nesta mesma cidade (tendo como padrinhos Clemente da Silva Costa e Bendicta Maria de Jesus), permaneceu solteiro e faleceu em 1934. João da Silva Costa nasceu em 1915 na cidade de Jaú/SP, foi batizado no mesmo ano na Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, localizada nesta mesma cidade (tendo como padrinhos Estanislao José de Oliveira e Maria Justina da Conceição), exerceu o cargo de prefeito da cidade de Ibirá/SP no período 25/08/1938 à 20/12/1941, permaneceu solteiro e faleceu em 1943.

Em 1999 conhecemos um integrante da família Costa, residente na cidade de Jundiaí/SP, sobrinho neto de Rodolpho da Silva Costa. Ele nos informou o nome de dois irmãos de Rodolpho,
Leonel da Silva Costa (seu avô) e Clemente da Silva Costa.

Em 19/03/2009 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Costa, residente
na cidade de Campinas/SP, neto de Ana Fernandez Gordillo. Ele nos relatou que visitou nosso site e que através dele conheceu um pouco mais da história de seus avós.

Em 31/08/2009 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Brandão, residente
na cidade de Marília/SP, bisneto de Ana Fernandez Gordillo. Ele nos relatou que seu bisavô Rodolpho era natural da cidade de Brumado/BA e nos encaminhou também uma cópia da foto de seu bisavô.

Araceli Fernandez Gordillo - Nascida em 1901 na cidade de Rio Claro/SP, casou-se com Ramón Antonio García Ortiz (filho do casal José García Rodriguez e María Carmen Ortiz Lopez) em 1922 na cidade de Jaú/SP, cidade na qual residiram alguns anos. O casal teve os filhos Gentil, Benedito Romão, Aracellis, Maria do Carmo, João, José, Dirce, Inês e Carmen. Após o casamento, o casal fixou residência na cidade de São Manuel/SP. Em meados de julho de 1934, Ramón Antonio transferiu-se de São Manuel/SP para Londrina/PR (antes da emancipação deste município), sendo um dos pioneiros na colonização desta importante cidade. Em 13/11/1935 trouxe a esposa Araceli e filhos para residirem em Londrina/PR de forma definitiva. Em homenagem ao pioneirismo do casal, existem na cidade ruas nomeadas em suas homenagens e registros fotográficos no Museu Histórico de Londrina/PR. Existem descendentes deste casal residindo na cidade de Londrina/PR. Araceli e Ramón Antonio faleceram em 1980 e 1986 respectivamente, ambos na cidade de Londrina/PR, onde estão sepultados.

Com relação aos filhos do casal Araceli e Ramón
Antonio, possuimos informações que Gentil García casou-se com Altayr Aparecida Alves Pereira. Benedito Romão García casou-se com Ernesta Maistro. Aracellis García casou-se com Antônio Boriolo. Maria do Carmo García casou-se com Antônio Ubirajara Lopes. Dirce García casou-se Octacílio Figueiredo. Inês Garcia casou-se com Armando Carlos Ballarotti. Com relação a João García, José García e Carmen García, os mesmos faleceram muito jovens e solteiros.

Em maio/2017 descobrimos novas informações referentes a família de Ramón Antonio. Com relação aos seus pais, descobrimos após pesquisa realizada no banco de dados do Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), referente aos livros de registros de entradas/desembarques de imigrantes, que os mesmos residiam em uma localidade chamada Campohermoso na cidade de Níjar, localizada na Província de Almería, Região de Andalucía, imigraram para o Brasil no ano de 1905, partindo do porto de Málaga em 25/06/1905 no navio Juan Forgas e desembarcando no porto de Santos/SP em 16/07/1905 (livro 074, fl 222, família 43040), sendo que na ocasião imigraram José García Rodriguez (39 anos – nascido em 1865 na cidade de Níjar), juntamente com sua esposa María Carmen Ortiz Lopez (36 anos - nascida em 1868 na cidade de Níjar) e os filhos José Ramón Justo (12 anos - nascido em 1893 na cidade de Níjar ) e Ramón Antonio (04 anos - nascido em 1901 na cidade de Níjar).

Após a chegada ao Brasil, o destino de José e família foi uma fazenda de propriedade de José de Almeida Prado localizada na cidade de Jaú/SP.
Em 1912 José e família retornaram para a Espanha, em função do estado de saúde crítico de sua esposa María Carmen que desejava retornar à sua terra natal. Porém em 01/10/1913 no navio Francesca, María Carmen Ortiz Lopez (na ocasião com 44 anos) retornou ao Brasil juntamente com os filhos Ramón Antonio (na ocasião com 12 anos), Pedro (07 anos), sua nora Francisca Gimenez Asencio (20 anos), sua neta Francisca (01 ano) e os sobrinhos Juan Torres Rosa (17 anos) e María Torres Rosa (13 anos), tendo novamente como destino a cidade de Jaú/SP, mais precisamente uma fazenda de propriedade de Domingos Pereira Carvalho. Integrantes da família García Ortiz acreditam que Juan Torres Rosa seria na verdade José Ramón Justo García Ortiz (na ocasião com 20 anos - filho do casal José García Rodriguez e María Carmen Ortiz Lopez), Francisca Gimenez Asencio seria na verdade sua esposa Rosario Antonia Ramos Lafuente (20 anos) e a pequena Francisca seria na verdade sua filha Carmen (01 ano), que teriam viajado com documentos de familiares, com o intuito de proteger José Ramón Justo da convocação para as Forças Armadas, naquela época envolvidas na pacificação e manutenção do território de Marrocos, demandando por parte da Espanha um enorme esforço econômico e humano, utilizando a maioria dos jovens em idade de prestar serviços militares. Em 24/10/1913 no navio Columbia, José Garcia Rodriguez (na ocasião com 47 anos) retornou ao Brasil juntamente com o filho Manuel (03 anos), seguindo para a fazenda de Domingos Pereira Carvalho localizada na cidade de Jaú/SP, onde uniu-se aos seus famíliares. María Carmen faleceu em 1914 na cidade de Jaú/SP, onde está sepultada.

José García Rodriguez era filho do casal
Ramón García Marquez e Catalina Rodriguez García e casou-se com María Carmen Ortiz Lopez em 1889 na cidade de Níjar. María Carmen Ortiz Lopez era filha do casal Pedro Ortiz Sanchez e Izabel Lopez Ferré. Após o falecimento de sua esposa María Carmen, José casou-se com Teodora Antunes e transferiram residênica para a cidade de São Manuel/SP. José faleceu em 1931 nesta mesma cidade, onde foi sepultado. Em 1963 seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Sorocaba/SP.

Em 08/01/2006 recebemos um e-mail enviado por um integrante da família Garc
ía, residente na cidade de Londrina/PR, neto de Araceli Fernandez Gordillo. Ele nos relatou informações sobre sua avó Araceli, inclusive que a mesma nasceu em dia/mês ignorados, porém seria um dia festivo, talvez Natal.

Em 11/05/2017 efetuamos contato com um integrante da família García, residente na cidade de Sorocaba/SP, neto de
José Ramón Justo García Ortiz. Ele possui um blog onde reconstruiu a história de sua família.

Em junho/2017 descobrimos novas informações sobre a família de nossos bisavós paternos Juan Fernandez Romero e Maria Gordillo Palomo. Passados 18 anos do início de nossas pesquisas, no dia 17/06/2017 recebemos correspondência da Oficina del Registro Civil da cidade de Valle de Abdalajís, com a confirmação de que os avós, pais e irmãos de nossa avó paterna Ignez Fernandez Gordillo nasceram e viveram naquela cidade. Havíamos obtido junto ao Cartório de Registro Civil da cidade de Jaú/SP, a informção de que a família era proveniente de uma cidade chamada "Vargem de Vallari" (nome grafado incorretamente), pertencente a Província de Málaga. Através da fonética da pronúncia, deduzimos que se tratava da cidade de Valle de Abdalajís, na qual obtivemos a referida confirmação. Nosso bisavô Juan era filho do casal
Juan Fernandez Galvan e Francisca Romero Valle. Nossa bisavó María Gordillo Palomo era filha do casal Jacinto Gordillo Torres e María Palomo Mendez. Na cidade de Valle de Abdalajís nossos bisavós residiram em casas localizadas na calle Jardines e calle Sierra, conforme descrito nas certidões de nascimento dos irmãos de nossa avó Ignez.





Jaú: embarque de café na rua Humaitá na década de 1910 (Foto Clube de Jaú)



Notas:

A certidão de desembarque de nosso bisavô Juan Fernandez Romero, obtida junto ao Museu da Imigração do Estado de São Paulo (antigo Memorial do Imigrante), traz a grafia de seu sobrenome escrita como Fernandes. Decidimos manter a grafia do referido sobrenome terminado em "Z", pois após pesquisas realizadas em sites espanhóis, pudemos comprovar que o sobrenome terminado em "S" não é muito difundido na Espanha e quando há ocorrência do mesmo, ocorrem com freqüência em regiões que não correspondem a origem de nossos antepassados.

Com relação aos locais de nascimento de nossa avó paterna Ignez Fernandez Gordillo (Corumbataí/SP) e de sua irmã Araceli Fernandez Gordillo (Rio Claro/SP), consideramos estes locais em nosso histórico em função de informações obtidas junto a nossos familiares mais próximos (pais e tios), ou seja, familiares que conviveram diretamente com elas e obtiveram estas informações de forma verbalizada. Porém possuímos documentos religiosos (registros de matrimônio) onde está grafado que ambas nasceram em Analândia/SP (antiga Annapolis/SP).

Alguns documentos brasileiros que possuímos, trazem a grafia do sobrenome de nossos bisavós totalmente distorcidos. No caso de nosso bisavô Juan Fernandez Romero, encontramos o mesmo escrito como "Romeiro" e "Roneiro". No caso de nossa bisavó María Gordillo Palomo, encontramos o mesmo escrito como "Rodrigues Paloma", "Gordilho Palombo", "Gordija", "Gardillo" e "Paloma".

Em pesquisa efetuada na Internet, encontramos em um artigo o nome de algumas das principais fazendas cafeeiras de Corumbataí/SP que receberam imigrantes para trabalho em suas lavouras: fazenda São José (posteriormente metade de sua área total foi transformada no Núcleo Colonial Jorge Tibiriçá), fazenda Santana de Baixo (dos padres), fazenda Santana de Cima (onde havia posto de combustível), fazenda São João, fazenda Monte Alegre (possuía grande lavoura de café), fazenda Pico Altinho, fazenda Santo Urbano, fazenda Roncador, fazenda Casa Branca, fazenda Boa Vista e sítio Morro Frio.

A grafia completa do nome utilizado por Ana após seu casamento foi Ana Romero Costa. Porém, pelo fato de Ana ter nascido na Espanha, seu nome original com certeza seguiu a regra de sobrenomes espanhóis, ou seja, na Espanha primeiramente considera-se o sobrenome paterno (que é repassado aos descendentes) e depois o sobrenome materno (que é perdido a cada geração). Essa regra é justamente inversa a regra brasileira, em que primeiro aparece o sobrenome materno e depois o paterno. Neste caso, nosso bisavô paterno espanhol chamava-se Juan Fernandez Romero e sua esposa, também espanhola, chamava-se María Gordillo Palomo, os sobrenomes dados a Ana com certeza foram Fernandez (pelo pai) e Gordillo (pela mãe), sendo a grafia de seu nome original Ana Fernandez Gordillo. Nossos bisavós espanhóis utilizaram a regra espanhola de sobrenomes mesmo para as filhas nascidas aqui no Brasil (Ignez e Araceli), sendo que todos os filhos do casal possuem na grafia original de seus nomes os sobrenomes Fernandez Gordillo.

Em 01/03/2004 nosso antigo livro de visitas foi assinado por um descendente de espanhóis residente na cidade de Curitiba/PR, informando-nos que seus antepassados espanhóis (pertencentes as famílias Carretero e Fernandez) imigraram para o Brasil na mesma época em que nossos antepassados, partindo das cidades de Ohanes e Terque, localizadas na Província de Almería, Região da Andalucía, sendo que os mesmos teriam ido a princípio para Analândia/SP (antiga Annapolis/SP), Brotas/SP e Jaú/SP, para trabalharem em uma fazenda de café pertencente a família Almeida Prado.

Em 25/04/2005 nosso antigo livro de visitas foi assinado por um descendente de espanhóis residente na cidade de São Paulo/SP, informando-nos que seus antepassados espanhóis (avós) Luis Alvares Llorente, juntamente com sua esposa Aracelis Tarifa e os filhos Luis Alvares Tarifa (pai) e Eufrazia Alvares Tarifa (tia) imigraram para o Brasil na mesma data (13/11/1896) e no mesmo navio (Notre Dame du Salut) que nossos bisavós espanhóis. Segundo seu relato, seus antepassados seriam provenientes da cidade de Cádiar, localizada na Província de Granada e teriam embarcado no porto de Málaga.

Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal